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Este é o nosso espaço para reflexão, comunhão e relação com Deus e sobre Deus.
"A Teologia deve aproximar os homens de Deus , se a sua teologia te distanciar reveja seus fundamentos"

sábado, 3 de janeiro de 2015

FIDELIDADE UM ALERTA PARA IGREJA DO SÉCULO XXI.



                                               

É fato que o crescimento da igreja evangélica brasileira tem incomodado setores sócio-político-religiosos da nossa socieda­de. Mas, quando recordo dos tempos da minha infância, nas Assembleias de Deus, e os comparo com o que acontece hoje, posso constatar quão profundas foram às mudanças. Tempos de fidelidade, que se foram!

Lembro-me das caminhadas do KM 35 ao Jardim Paraíso, município de Nova Iguaçu/RJ, onde frequentávamos pontos de pregação, estes dirigidos por diáconos, pois os presbíteros dirigiam as congregações. Os pastores eram tão poucos que algumas congregações interioranas chegavam a passar meses sem receber a visita de um.

Naqueles tempos havia um pastor para cada 500 membros. Hoje, em alguns lugares, um para cada 10. Sinal dos tempos de infidelidade, tempos do fim. Pois, Paulo alertou a igreja que: “Chegará o tempo em que as pessoas não iriam dar atenção ao verdadeiro ensinamento, mas seguirão os seus próprios desejos. E ar­ranjariam para si mesmas uma porção de pas­tores, que irão dizer a elas o que elas querem ouvir” (2 Tm 4.3 NLTH)

Hoje isto é fato, tanto que as tribunas transformaram-se em galerias, tal a quantidade abusiva e estonteante de “reverendos”. Isso sem precisar falar dos que se tornaram caudilhos, senhores feudais, ao invés de despenseiros fieis. Isto é infidelidade!

Tenho saudades dos tempos que não havia divisionismo e as opções dos membros, de escaparem para outros apriscos, eram pouquíssimas. Nalgumas cidades não havia mais que três igre­jas, sendo uma, quase sempre Assembleia de Deus e as outras duas, igrejas tradicionais.

Hoje, após o fenômeno neopentecostal, alguns indicadores denunciam que aproximadamente um quinto das igrejas existen­tes não nasceram, nem foram fundadas. São apenas fruto de rebeliões, divisões e separações traumáticas, que fracionam e vituperam o corpo de Cristo. Isto também é infidelidade!

Hoje, as “ondas” dos modismos teológicos condicionam igre­jas com mentalidade de mercado, igrejas de nicho mercadológico, onde tudo (liturgia, pregação, música...) é desenvolvido de acordo com gosto do cliente. Assim as igrejas acabam assumin­do uma postura de disputa, rivalidade, onde o que prevalece é a lei da concorrência. Isto também é infidelidade!

A mensagem “Cristocêntrica”, Teocêntrica, que afirma a so­berania Divina apresentando Deus como SENHOR e o homem como servo, foi substituída pela mensagem “antropocêntrica”, onde Deus é rebaixado a condição de servo e o homem é defen­dido como senhor. Isto também é infidelidade!

Existem as igrejas que insistem em dizer ao povo que não pre­cisa sofrer. Algumas comunidades usam práticas fetichistas e ani­mista, conhecidas há séculos dos povos primitivos, nos moldes da magia dos terreais (terreiros de macumba). Assim, os que de lá saíram bem a vontade se sentem. Isto também é infidelidade!

Tenho saudades dos fiéis pioneiros que pregavam arrepen­dimento, confissão de pecados e Juízo divino, temas que foram eliminados do vocabulário homilético e pertencem a um remo­to passado. Aliás, a época de Avivamento (Savanarola, Finey, Spugeo, Moody, entre outros).

Tenho saudades dos cultos de vigília, uma das forças motrizes da Igreja dos anos 50-80 que foram definitivamente substituídos por “shows” que usam o mesmo nome, mas não seguem o mes­mo roteiro de fé, santidade e busca a Deus, como no passado. São “vigílias” aonde não vão os que desejam o batismo com o Fidelidade: Um alerta para igreja do século XXI. 16

Espírito Santo, pois os espaços estão ocupados pelos assobia­dores, “fãs” de cantores e pregadores, pagos a peso de ouro e tratados como celebridades, etc., etc.

Hoje existem pregadores que não tomam tempo para fazer convites para salvação e muito menos orações para cura de enfermos porque, segundo eles próprios, “isto não dá IBOPE”. Isto também é infidelidade!

Tenho saudades da simplicidade dos obreiros que eram reconhecidos por seu caráter e fidelidade. Tempos de fidelidade que se foram!

Hoje, a busca pela elitização cultural cria uma guerra de títulos que parece não ter fim, são Bispos, Apóstolos, Primaz, príncipe de altar etc., o título de pastor não é mais suficiente. Por toda parte surgem pregadores que se autodenominam de pro­fetas, simplesmente esquecidos do exemplo do grande e último profeta da Antiga Aliança, João Batista, que se comprazia em ser reconhecido apenas como a voz do que clama no deserto.

Tenho saudades do estilo de vida simples que os obreiros cultivam para cativar as pessoas. Hoje há uma frenética corri­da pela fama, pela glória, pelo dinheiro e pela ostentação que escandalizam crentes e descrentes. Isto também é infidelidade!

Tudo isto desenvolvido na “bigorna” do materialismo que afasta a igreja dos tempos em que os crentes eram tratados com distinção, sendo chamados de “Varões e irmãos”Então, pareceu bem aos apóstolos e aos anciãos, com toda a igreja, eleger varões dentre eles e enviá-los com Paulo e Barnabé a Antioquia, a saber: Judas, chamado Barsabás, e Silas, varões distintos entre os irmãos. (At. 15.22, o grifo é meu)

Hoje com esta maratona materialista e vil, uns e outros se atropelam, se xingam, se denunciam, se acusam, se ofendem, falam mal e fazem do Evangelho um triste espetáculo. Alguns chegam ao absurdo de formar uma vasta brigada de informan­tes, que se comprazem em tornar públicas as mazelas de seus rivais. Inclusive usando o ciberespaço para vituperar a cristo, através dos escândalos postados nas redes sociais, insistindo com a divulgação das desgraças que ocorrem, não no interior das celas do reino de Satanás, mas dentro mesmo dos templos sagrados e ministérios pessoais e locais.

Tenho saudades dos tempos em que o dinheiro da igreja era tratado como sangue. Lembro-me do dia em que desejando um tênis pirracei com meu pai, por ter me dado um “ Kichut” e ao ouvir do meu pai que era só o que ele podia me dar, cometi o erro de indagá-lo:

__ Pai, e o dinheiro do Dízimo? Meu pai me deu uma surra e só parou quando minha mãe me alertou:
__ Meu filho grite: não é dinheiro! A igreja não possui dinheiro! É SANGUE!!!!!
__ Gritei: É SANGUE! Pai é SANGUE!

Então, meu pai me ensinou uma das maiores lições da minha vida: Meu filho o dízimo da igreja é o sangue do Justo, ministro de Deus não suja suas mãos com o sangue do justo!

Hoje muitos obreiros confundem o dinheiro pessoal com o di­nheiro da igreja que deveria estar sustentando milhares de missionários ao redor do Mundo, parece estar sendo canalizando para objetivos outros, na contramão do Avivamento e da Evan­gelização. Isto também é infidelidade. Ou a Igreja como um todo desperta e se enquadra no caminho da fidelidade – ou daqui a pouco será tarde demais.

Um eminente juízo Divino está por vir sobre nós. Portanto, an­tes que seja tarde demais, o povo de Deus precisa abandonar de vez a miserável prática de acompanhar apaixonadamente os es­petáculos midiáticos apresentados nas novelas e reality shows.

Parar de glorificar os obreiros, como se fossem celebridade (eles são despenseiros). Os nossos cantores precisam deixar de serem estrelas hoje, para não perderem o brilho do Sol da justi­ça amanhã e nossos pregadores precisam parar de atuar como astros, para evitar que amanhã venham a ser tratados por Deus como indignos e desconhecidos.

Estamos no momento certo de recordar o que Jesus disse a respeito dos que promovem escândalos. Mateus 18.7. Se não houver arrependimento e recuo, haverá punição da parte do Senhor da Igreja, pois um eminente juízo está por vir sobre nós. Portanto, que ele nos encontre fiéis (1 Co 4.2). E que tenha misericórdia de nós, de todos nós!

3 comentários:

  1. Jesus certa vez indagou aos discípulos "Porventura quando o filho do homem voltar encontrará FÉ na terra?

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