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Este é o nosso espaço para reflexão, comunhão e relação com Deus e sobre Deus.
"A Teologia deve aproximar os homens de Deus , se a sua teologia te distanciar reveja seus fundamentos"

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

SUPERANDO O MEDO DE FALAR EM PÚBLICO

Falar em público é uma tarefa necessária a todos que desejam trabalhar com a comunicação. Neste sentido todo cristão vai em algum momento encarar esse desafio, na sociedade ou no ambiente eclesiástico.  Mesmo assim, alguns evangélicos entram em pânico só de pensar em discursar diante de uma plateia, ainda que pequena.
Essa dificuldade é decorrente de um profundo condicionamento que foi vivenciado durante todo o ensino fundamental e médio, visto que nestes ciclos a absorção do conhecimento se dava de forma passiva e mecânica, quando  na verdade deveria ocorrer de forma ativa e dinâmica.
A educação Bancária, aquela onde o aluno senta e ouve passivamente, como se fosse um receptáculo onde será depositado todos os conteúdos, inibe e impede que os alunos desenvolvam habilidades para o exercício da comunicação em público.
Assim, para superar esse condicionamento é necessário muito esforço, atenção e prática para superar o medo de falar em público. Atualmente existem até cursos que oferecem a preparação com garantia veja aqui https://go.hotmart.com/F5128308Y
A seguir apresento sete conselhos para quem quer perder o medo e melhorar suas técnicas para falar em público. A saber:
1.      Foque na satisfação, não na vergonha.
Falar em público pode ser intimidador, mas também é uma oportunidade de dividir uma mensagem pela qual você se interessa muito com outras pessoas ( no caso da igreja  – O Evangelho) o que pode ser muito prazeroso. Essa mudança de mentalidade pode fazer maravilhas para acalmar os nervos e melhorar a autoconfiança.
2.      Domine muito bem o conteúdo que vai apresentar.
O nervosismo está profundamente ligado a insegurança sobre o que você vai falar, se dominar o conteúdo com eficiência, terá resolvido 50% das dificuldades. Antes de se apresentar em público, não apenas prepara o que e como vai dizer, mas também tenta prever possíveis perguntas que a plateia faria e elabore as respostas. Enquanto está praticando, você não está decorando as palavras, mas sim dominando a linha de raciocínio, fluência e mensagem chave de cada assunto. “Acima de tudo, lembre-se de que menos é mais quando o assunto é falar em público. Eu acredito que a média de atenção da plateia é de cerca de 30 minutos.”
3.      Tenha empatia com a plateia
Antes de preparar o que vai dizer, pesquise sobre o lugar e a plateia, você não quer aparecer com uma apresentação de PowerPoint em uma sala sem o aparato necessário para mostrá-la, não é mesmo? Quanto mais você sabe sobre o ambiente no qual vai se apresentar e a plateia que o espera, mais chances vai ter de apresentar uma mensagem relevante.
4.      Cuide da aparência
Escolha roupas e penteados apropriados para a ocasião, seja coerente. O objetivo é mostrar uma imagem que transmita autoconfiança. Se possível, separe a roupa com antecedência para que tudo esteja pronto no momento em que se apresentar em público .
5.      Seja pontual
Esteja no local com antecedência para examinar o ambiente e gastar alguns minutos observando a plateia, para entender por que eles estão ali e o que esperam da apresentação. Fazer essa aproximação irá ajudar a falar com as pessoas, e não para elas. Depois, passe mais alguns minutos sozinho para checar a aparência, respirar fundo algumas vezes e tirar da mente todas as distrações que possam atrapalhar.
6.      Enriqueça o conteúdo com ilustrações e aplicações
É muito importante ilustrar com pequenas histórias, experiências ou acontecimentos para facilitar o entendimento. O uso de ilustrações e aplicações facilitam o entendimento de doutos e leigos. Também é importante oferecer uma pequena pausa, esse artificio para regularizar a respiração e organizar seus pensamentos, o que a ajuda a se acalmar. Isso também mantém a atenção do público.

7. Tenha sempre um plano "b", espere o inesperado.
Não importa o quanto você se prepare, inevitavelmente irá perder a linha de pensamento em algum momento ou deixar passar algum fato ou estatística durante a sua apresentação. O mais importante é manter a compostura e confiança. Por exemplo, você pode se preparar para falar para um grupo de jovens em início de carreira e se deparar na verdade com um público de homens, a maioria aposentados, com idade mínima de 75 anos. Quando o inesperado acontecer, tido o que você tem a fazer é sorrir e seguir em frente. Como parte de sua preparação, pense em vários “e se?” que poderiam te tirar do foco para ter um plano em mãos para cada um deles.

sábado, 12 de novembro de 2016

Por uma Teologia pacifista





Por uma Teologia pacifista
Sonho com um mundo onde as diferenças não mais existirão!
As Teorias Geopolíticas partem de duas concepções filosóficas, a saber: uma idealista e a outra Realista.
A concepção idealista acredita na diplomacia e no diálogo como caminho da Paz.
A concepção realista acredita, paradoxalmente, na Guerra como caminho para paz.
Em ambas às concepções, a Paz é um construção que depende de como queremos construir. Se de fato queremos um mundo de Paz, temos que construí lo com gestos e atos de bondade gerados ordinariamente na simplicidade da vida.

É preciso uma recusa permanente da intolerância, pois definitivamente o Cristianismo não é uma Fé belicosa, como insinua insistentemente a GRANDE MÍDIA . O cristianismo é a fé da fraternidade, da solidariedade, da tolerância, do apreço, do achego, do respeito, da vida e não da morte. simplesmente porque a VIDA(Jo 14.6) venceu a morte.

Desde a origem do Cristianismo, comunidades e instituições cristãs são vocacionadas a dar continuidade a ação evangelizadora iniciada por Jesus de Nazaré, o Messias (Cristo) de nossa fé, em meio aos conflitos humanos e sociais do tempo presente.

A missão que Jesus assume consiste em realizar (tornar real, histórico), o Reino de Deus, isto é, reino em que a justiça e a paz caminham juntas pelas cidades e pelos campos, pois o Deus da Vida é o Senhor. Jesus, no Evangelho de João, diz uma frase programática (que sintetiza muito bem o programa de sua missão): “Eu vim para que tenham a vida e a tenham em abundância” (Jo 10.10).

É necessário que condutas de morte sejam corrigidas no Caminho e banidas da caminhada da vida. Minha consciência pessoal, tocada pelo convencimento Bíblico-Teológico é que para os que possuem o privilégio de terem uma vocação e um rebanho para cuidar, um grupo para influenciar, o nosso trabalho é: Caminhar apresentando o Cristo e os valores e princípios do Reino, pois o Evangelho todo, toca a todo homem e o homem todo, em todos os lugares, na sua integralidade e dignidade.
Por isso sonho com o dia em que as DIFERENÇAS, não mais existirão, pois o AMOR em nosso meio será tão INTENSO e imenso que as DIFERENÇAS não farão mais diferença e sim a presença D'ELE que é AMOR hoje e sempre.
Nesse dia ELE será reconhecido como o príncipe da paz! E quando enfim chegar esse dia pela sua imensa GRAÇA lá estarei. —  

A pedagogia do Amor






Certa vez C.S.Lewis disse que: "Amar é sempre ser vulnerável. Ame qualquer coisa e certamente seu coração vai doer e talvez se partir. Se quiser ter a certeza de mantê-lo intacto, você não deve entregá-lo a ninguém, nem mesmo a um ANIMAL [...] O único lugar, além do céu, onde se pode estar perfeitamente a salvo de todos os riscos e perturbações do amor é o inferno." Como eu não sou do inferno, prefiro correr o risco de sofrer, mesmo que seja por AMOR a um bichinho de estimação.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

sábado, 27 de junho de 2015

SONHO COM O DIA EM QUE AS DIFERENÇAS NÃO MAIS EXISTIRÃO



Em duas semanas fomos confrontados com três notícias que tiveram muita repercussão nas mídias: a encenação da crucificação de Jesus na Parada Gay, em São Paulo, por uma transexual, o apedrejamento de uma menina fiel do Candomblé, na saída de um culto no Rio de Janeiro, por dois homens identificados como evangélicos, o assassinato de nove pessoas que participavam de reunião de oração na Igreja Metodista Africana, da cidade de Charleston (EUA) por um jovem defensor da supremacia racial branca. O que estes casos têm em comum? São claras expressões de intolerância – um elemento cada vez mais presente nos diferentes espaços sociais nos quais estamos inseridos.

É preciso uma recusa permanente da intolerância, pois definitivamente o Cristianismo não é uma Fé belicosa, como insinua insistentemente a GRANDE MÍDIA . O cristianismo é a fé da fraternidade, da solidariedade, da tolerância, do apreço, do achego, do respeito, da vida e não da morte. simplesmente porque a VIDA(Jo 14.6) venceu a morte.
Desde a origem do Cristianismo, comunidades e instituições cristãs são vocacionadas a dar continuidade a ação evangelizadora iniciada por Jesus de Nazaré, o Messias (Cristo) de nossa fé, em meio aos conflitos humanos e sociais do tempo presente.

A missão que Jesus assume consiste em realizar (tornar real, histórico), o Reino de Deus, isto é, reino em que a justiça e a paz caminham juntas pelas cidades e pelos campos, pois o Deus da Vida é o Senhor. Jesus, no Evangelho de João, diz uma frase programática (que sintetiza muito bem o programa de sua missão): “Eu vim para que tenham a vida e a tenham em abundância” (Jo 10.10).

É necessário que condutas de morte sejam corrigidas no Caminho e banidas da caminhada da vida. Minha consciência pessoal, tocada pelo convencimento Bíblico-Teológico é que para os que possuem o privilégio de terem uma vocação e um rebanho para cuidar, um grupo para influenciar, o nosso trabalho é: Caminhar apresentando o Cristo e os valores e princípios do Reino, pois o Evangelho todo, toca a todo homem e o homem todo, em todos os lugares, na sua integralidade e dignidade.

Por isso sonho com o dia em que as DIFERENÇAS, não mais existirão, pois o AMOR em nosso meio será tão INTENSO e imenso que as DIFERENÇAS não farão mais diferença e sim a presença D'ELE que é AMOR hoje e sempre.

Nesse dia ELE será reconhecido como o príncipe da paz! E quando enfim chegar esse dia pela sua imensa GRAÇA lá estarei.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

O NOVO HOMEM, O HOMEM NOVO, O HOMEM DE SEMPRE!






O Novo Homem, o Homem novo, o Homem de sempre!
O homem novo é o homem moderno: culto, polido, ilustrado, tecnológico, versátil, polivalente, inteligente, mas apesar de tudo, continua sendo o homem; o mesmo homem de sempre: caído, decaído, limitado, efêmero, falível, sofredor, mortal, pecador.
Desta forma, mesmo que o homem moderno tenha alcançado níveis extraordinários de desenvolvimento, sua realidade espiritual permanece inalterada. Tal como Jesus denunciou no seu santo evangelho: “Ninguém deita remendo de pano novo, em veste velha, porque semelhante remendo rompe a veste e faz-se maior a rotura” (Mt 9:16). A palavra grega usada por Jesus para remendo foi “Agnaphos”, indicando um tipo de tecido inacabado, de algodão e fibras ainda desalinhadas. A Nova Aliança era o tecido inacabado, porque Jesus ainda seria morto e ressuscitaria para cumprir definitivamente o plano salvífico. Ou seja, a proposta que Jesus apresenta nada tem a ver com o velho e desgastado tecido religioso, forjado na bigorna da religiosidade estéril dos fariseus. A proposta de Jesus era o verbo encarnado, Deus humanizado, contrária à dos fariseus, que eram homens divinizados. Seria impossível seguir Jesus e continuar servindo ao antigo sistema de obras e tradições.
 Jesus fez esta denuncia porque havia se deparado com fariseus e escribas criticando seu modo de viver: “ Por que come vosso mestre com os publicanos e pecadores? (Mt 9:11). A preocupação dos fariseus não era com o que Jesus representava, mas com o que ele aparentava. Os fariseus estavam preocupados com o velho sistema de tradições imposto pelas ingerências de uma religião legalista e cristalizadas.
O tecido novo que Jesus propõe é Ele mesmo, a Nova Aliança da graça. E a roupa velha, era a lei com todo o sistema religioso que dominava os fariseus, escribas e religiosos da época que não compreendiam os requisitos para o Novo Reino: arrependimento, perdão, novo nascimento.
Isso posto, afirmo, sem titubeio, que homem moderno é o homem de sempre. O velho homem, de vestes velhas: É vaidoso, ignorante, duro de coração, separado de Deus, enganado quanto a si mesmo, voltado para imoralidade e sem sentimento.
Desta forma, percebemos  que a crise dos fariseus é a crise do homem moderno, preocupa-se mais com aparência do que com sua carência; mais  com o exterior do que com o interior; mais com sua beleza do que com sua natureza. Segue, de tal modo, sem entender que remendos são soluções provisórias para problemas permanentes.
Estabelecendo comparações entre antiga e nova aliança, veste velha e remendo novo, Jesus denunciou a triste realidade humana e apontou uma maravilhosa solução: um futuro em que os corações dos homens seriam comparados a vestes novas, brancas, completas, sem remendos. Uma transformação possível através da fé e não de tradições. Do amor, e não da religião. Da graça que se cumpre com a ação do Espírito santo em nós, pecadores como Saulo, um homem novo, que se fez Paulo, um Novo Homem.
O Homem moderno, apesar de tudo, permanece com sua velha natureza, acostumado com o pecado, já não liga mais para o que Deus pensa sobre ele. Permanece perdido, cercado de objetos facilitadores da vida que surgem como remendos de muitas cores e tamanhos: “idas aos templos, vida religiosa rigorosa, evangelho vivido de forma emocional, superficial, mas nada de transformação, de rasgar as antigas vestes e vestir as novas para ser revestido do Novo de Deus”.
Que os homens modernos, homens novos, sejam transformado em Novos Homens nascidos da água e do espírito (Jo 3.5).
E que Deus tenha misericórdia de nós, de todos nós.
Pr Jesiel Cruz

domingo, 18 de janeiro de 2015

A MORAL E A ÉTICA, A LEI E A GRAÇA: AFETOS E DESAFETOS


A MORAL E A ÉTICA, A LEI E A GRAÇA: AFETOS E DESAFETOS

O pensamento religioso vociferante nos dias de Jesus certamente era o da Teologia Moral de Causa e Efeito (TMCE). Essa Teologia que era marcadamente, legalista, letrista, virgulista e sobretudo moralista, persistia desde os tempos mais remotos, como podemos verificar no comportamento dos amigos do patriarca Jó. Somente os moralistas legalistas “os amigos de Jó” podem ler o Evangelho de Jesus e continuar pensando como os fariseus.

Entretanto essa moral legalista não é e nem pode ser a ética do Evangelho; Simplesmente porque a Teologia Moral de Causa e Efeito não pode praticar a Ética de Jesus e do Evangelho porque Ele (Jesus) inverte complemente os princípios de causalidades que por ela é ensinado. Jesus subverte radical e rupturalmente, de uma vez e para sempre, com essa lógica predatória: “Olho por olho, dente por dente”—que era e ainda é a Lei áurea da Teologia Moral de Causa e Efeito(TMCE)

A Graça inverte os polos, que, em Cristo, se vincula não à Moral, mas à obediência amorosa a Deus; e se expressa como resposta da consciência do amor à inconsciência do próximo, mesmo que seja o INIMIGO!

A Ética do Amor—que é a única ética do Evangelho— nega todos os pressupostos da Teologia Moral de Causa e Efeito.

Sim! o Evangelho insiste em que a Lei do Amor é o melhor de todos os fundamentos para a vida! Simplesmente porque Jesus não julga sob a ótica da Lei, mas sim sob a ótica da GRAÇA. Isso pode ser constatado no episódio da mulher adúltera (Jo. 8). Neste episódio fica provado que sempre que a injusta justiça dos homens se promove, a justa justiça de Deus se manifesta. Afinal de contas todos nós estávamos debaixo da condenação da pena de morte(Rm 6.23) Assim se manifestou a justiça de Deus através da fé em Cristo(8.2). Quanto mais os homens ansiavam demonstrar sua justiça legalista ao Cristo, mais relevância traziam para suas injustiças de consciência.

Talvez, em toda a humanidade, e em toda a história deste mundo, o maior equivoco e a mais deturpada interpretação humana, tenha sido o conceito sobre justiça. Deste destempero em realmente conhecer o que é a justiça de fato, o homem se tornou um ser justo, mas maligno, cruel e frio.

Quando alguns “justos” levaram até Jesus uma mulher “injusta”, a apoteose da justiça divina tornou-se conhecida por este mundo. Naquela tarde incomum, os códigos de conduta comportamentais deram lugar a consciência do Espirito.

No cenário, uma mulher pecadora e centenas de homens justos. Ela de pé, cheia de vergonhas, injustiças, mentiras. Eles, sentados, acalentados pelas suas próprias justiças, pelas suas orações prolongadas, pelas suas tradições religiosas respeitadas.

Num instante, Jesus que escrevia algo na areia, se levanta, e deixa o estado de justo que senta para julgar, para ficar de pé e absolver. Todos os homens que tiveram o vislumbre da Palavra de Deus como lei, como letra, como código, aprenderam apenas a condenar, apedrejar e infernizar o outro a condição de miserável, desprezível, pecador. Entretanto, aqueles cujo seus corações foram apaziguados pelo amor e pela justiça de Deus, em Cristo, somente conseguem absolver, agraciar, perdoar. (Rm 8.2)

Jesus demonstrou aos homens que a justiça de Deus é diferente da justiça que estamos acostumados. A justiça D’Ele revelada em Cristo, demonstrou que Deus não está preocupado em julgar os defeitos comportamentais dos seres errantes deste mundo, mas a consciência pervertida que condena o outro, sem nunca olhar para si mesmo.

Então, quando a consciência daqueles homens fora questionada, suas justas injustiças foram ao chão. Eles, aos poucos foram raciocinando e tornando a sobriedade divina que o oculto é mais perverso do que o que está manifesto. A mulher, de pé, enxugando as lágrimas, totalmente injusta, ficou a sós com a justiça daquele que Justifica. Então, os olhos justos de Deus, por meio de Cristo, a absolveram, permitindo-a viver, reviver, reinventar (Gl 2.1).

A justiça de Deus é justa, porque absolve o homem do pecado, do erro, do engano, para que assim, em consciência, possa tornar um caminho de misericórdia, graça e amor. Neste mundo, o homem mais justo é injusto, porque a justiça divina não se revela no homem através do que ele faz, mas em quem crê, posto que, Cristo é a essência da Justiça, e viver por meio dele, nele, é o que transforma a natureza injusta do homem na semelhança do que é justo em Deus. Logo, vivendo Nele, existe justiça, não pelo que se faz ou realiza, mas em quem se vive. Em cristo o homem está absolvido para absolver. Está livre para libertar. Sente-se amado para amar.

De fato, aqueles que se achavam justos foram embora, surpreendidos pelos seus disfarces. A injusta pecadora permaneceu ali, acalentada pela Graça que absolve, que acolhe, que agrega. A religião jamais entenderá essa linguagem da Graça, porque adora os martelos, os tribunais, os júris, as togas e as condenações de morte. Esta Graça sem penitências lhe é loucura (Gl 2.8-9), monstruosidade diabólica.

Eu sou injusto, mas nele, sou justificado. Em Cristo o justo não é aquele que não possui pecados, mas aquele que os reconhece. O justo não é aquele que é perfeito, mas aquele que sabe se compadecer dos imperfeitos. O justo não é aquele que é dono de um bom comportamento, mas aquele que cuja consciência é pura, é limpa, é transparente.

Se absolvido estou por Cristo, logo, quem me condenará? Por isso para Jesus os heróis da Graça eram os anti-heróis da religiosidade que o circundava e dos valores por ela ensinados.

Para a Teologia Moral de Causa e Efeito, o humilde de espírito era o lixo da espiritualidade; os que choravam eram vistos como culpados-infelizes; os mansos eram percebidos como desinteressados pelo zelo que disputava o espaço no chão da Terra; os que tem fome e sede de justiça eram interpretados como seres equivocados em suas ignorâncias radicais, pois, a única justiça que os mestres da TMCE conheciam era aquela que eles mesmos decidiam.

Já os misericordiosos eram os que tinham algo a esconder, daí se protegerem sendo bons com o próximo; os limpos de coração eram eles mesmos— os membros daquela confraria de amigos de Jó, é claro! afinal, não enxergavam seus próprios corações, pois só viam para fora de si mesmos, e, também, não esqueçamos: lavavam as mãos antes de comer!

Os pacificadores eram, em geral, considerados amigos de hereges; os perseguidos por causa da justiça, eram comumente aqueles acerca de quem eles patrocinavam o cartaz procurado, Vivo ou Morto! De preferência, bem morto !

E os injuriados e perseguidos figuravam, sobretudo, como foi no caso dos profetas, em sua lista de mais procurados! Esses, afinal, os Profetas, eram sempre a sua pior des-Graça, eram os mais terríveis subversivos!

O seu “sal” não era para a Terra, era apenas uma produção egoísta e independente fadada a se petrificar em seus sa-LEI-ros inúteis. Afinal, não se viam no papel de dar gosto à vida, mas, ao contrário, o de roubar-lhe todo o sabor!

Luz do Mundo? Como? Eles não reconheciam nenhum outro mundo que não fosse o dele

Enfim o que Jesus apresenta é uma desconstrução total de todas as “interpretações” da Lei, especialmente as explicitamente defendidas pelos discípulos da teologia dos amigos de Jó (TMCE), os escribas e fariseus dos dias de Jesus e seus confrades em nossos dias!

“Não matarás”—era o que estava escrito. Homicídio, todavia, é algo que sempre começa, lentamente, nos ambientes de causa e efeito das normas adoecidas do coração, e tem uma progressão que vai da ira sem motivo às tentativas de desconstruir o ser do próximo. Por isto, Ele ensina que todo homicida existencial precisar se livrar dos desejos de morte durante o caminho, do contrário, duas coisas lhe acontecerão: ele nunca mais terá nenhuma razão para falar com Deus ou tentar cultua-Lo e, também, esse homem se tornará vítima de seu próprio ódio e se alimentará de suas próprias carnes, por muito tempo—pelo menos enquanto o tempo for tempo!

O adultério, para Ele, acontecia na cama—ou em qualquer outro lugar—apenas depois de ter sido praticado muito tempo antes no coração.

Portanto, os maiores adúlteros podem nunca ter praticado um ato sequer de adultério. É quando o fazer é um detalhe se comparado ao permanente estado de ser dos que nunca cometeram historicamente o delito, mas que vivem em permanente estado de imersão interior nos abismos e dinâmicas permanentes do adultério fantasioso.

E, assim, Jesus prossegue desconstruindo a Teologia Moral de Causa e Efeito.

“Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte, não tereis galardão junto ao vosso Pai que está nos céus”.

Ora, esta declaração de Jesus nos Desmontam de tudo o que a TMCE ensina como verdade, justiça e piedade.

“Perdoa as nossas dívidas assim como nós perdoamos aos nossos devedores” —é o golpe de misericórdia que Ele dá na estrutura de pensamento dessa sociedade de engano humano.

E avisa sobre a não causalidade entre o comportamento e a verdade do ser, pois, a “luz que há em ti”, segundo Ele, podem se tornar nossas trevas.

Então, Jesus dá um Xeque-mate! Tem-se que fazer uma opção sobre quem é o nosso Senhor. E, sendo Ele o Senhor (da Vida), o que sobra é “aborrecer-se” e “desprezar” o antigo senhor (da Morte), e que agora tem que ser coisa de nosso perdoado passado.

Jesus ainda nos adverte: “Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a lei e os profetas”. 

Portanto em obediência a Ele eu prefiro o  exercício do perdão, desfrutando da certeza  de que não sofrerei nenhuma condenação(Rm 8.1), estando nele e no seu Espírito que é vida ontem, hoje e eternamente,
Jesiel Cruz 


sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

O Evangelho da Simplicidade e a simplicidade do Evangelho.






O evangelho de Jesus Cristo é simples. Simples na forma e simples no conteúdo. Assim o Evangelho da simplicidade é uma expressão de Louvor, é simplesmente um redirecionamento à simplicidade de Cristo (2 Co 11:3) que nasceu, cresceu, viveu e morreu num cenário simples. Neste cenário Ele anunciou, de forma muito simples através de palavras, exemplos e ações, as boas novas do reino de Deus. Convidou pessoas para estarem e aprenderem com ele. Sofreu as incompreensões do sistema religioso e político do seu tempo. Morreu e ressuscitou; Após a ressurreição, continuou seu projeto de simplicidade enviando seus discípulos para anunciarem, tal como Ele, as boas novas, levando homens e mulheres a guardarem tudo o que ele ensinou, integrando-os numa comunidade trinitária por meio do batismo, e prometeu estar com eles todos os dias, até o fim.
Porém, os cristãos foram se multiplicando, organizando igrejas, criando instituições, formas e ritos e o evangelho da simplicidade foi dando lugar ao evangelho da complexidade e o que era confessional tornou-se intelectual, o que era simples tornou-se complexo, ou seja, a simplicidade do evangelho foi substituída pela sofisticação e complexidade institucional.
Aí passamos a justificar a sofisticação com expressões como “busca por excelência”, “relevância”, “qualidade”. Parece justo. O problema é que a excelência ou a relevância do evangelho está exatamente na sua simplicidade. É cada vez mais fácil encontrar cristãos que acharam a “igreja certa” do que os que simplesmente encontraram o evangelho. A sofisticação da igreja mantém o cristão num estado de espiritualidade falsa e superficial. A maior deficiência do cristianismo não está na forma, mas no conteúdo, pois, apenas e tão somente apenas, o evangelho puro e simples é capaz de transformar vidas irrecuperáveis aos olhos humanos.
O Evangelho da simplicidade é um contraponto à Teologia do Sucesso e da Prosperidade; Um apelo a um estilo de vida cristã simples, visível nos primeiros discípulos, sem exageros, sem extremos, centrada no equilíbrio, no bom senso e sobretudo na coerência, a fim de que tenhamos, ao mesmo tempo, uma vida digna diante dos homens e abundante diante de Deus.
Infelizmente a simplicidade e pureza do evangelho já não provocam prazer na maioria dos cristãos ocidentais. A sofisticação da igreja, sim! É o vaso tornando-se mais valioso que o tesouro contido nele. Se a música não estiver no volume perfeito, o ar condicionado no ponto exato, a pregação no tempo apropriado, com conteúdo que agrade a todos os paladares e com o bom uso dos aparatos tecnológicos, talvez eu não me agrade desta igreja.

Mas o Que o Evangelho da Simplicidade não é? Não é a Teologia da pobreza ou apologia da miséria, não se coaduna com a Teologia da Libertação e nem faz apologia preconceituosa às riquezas sabiamente administradas; As coisas materiais são boas, porém devem ser limitadas; e a prosperidade, quando houver, deve acontecer naturalmente, e desenvolver-se a serviço do Reino de Deus; Não é uma apologia à superficialidade espiritual e nem um retrocesso acadêmico, científico e tecnológico, muito pelo contrário, um retorno profundo às Escrituras, ao estudo teológico e ao discernimento espiritual, fazendo o bom uso de todos os recursos disponíveis para o cumprimento de nossa missão no Reino de Deus; Não é uma reforma institucional ou eclesiástica, mas um retorno ao Caminho, um redirecionamento ao estilo de vida ensinado e vivido pelo o Senhor Jesus e seguido pelos  primeiros discípulos (Lc 9:23) .
O Que prega o Evangelho da Simplicidade? O Evangelho da Simplicidade adverte para o cristão não viver em função das coisas deste mundo (1Jo 2.15). O cristão pode usar as coisas do mundo, mas de tal forma, que não seja devoto e nem escravo de nenhuma delas. O cristão deve evitar trabalhos, cuidados e apegos que podem dificultar ou impedir seu serviço ao Senhor (Mt 6:24).
O Evangelho da Simplicidade adverte que, pelo fato de o tempo se abreviar, devemos sujeitar tudo nesta vida a uma relação prioritária com o Senhor Jesus, o qual deve ser o nosso tesouro maior e ocupar o primeiro lugar em nosso coração (1 Co 7:29-32).
O Evangelho da Simplicidade entende que as nossas metas e conquistas devem ser focadas no Reino de Deus, onde deve estar o nosso tesouro; para que isso aconteça precisamos de um despojamento da sobrecarga de tarefas, trabalhos e preocupações desta vida. O Evangelho da Simplicidade prega que devemos ser ricos para com Deus, acumulando tesouros nos céus (Lc 12:21; Mt 6;19-21). Através do Evangelho da Simplicidade entendemos que, como igreja nesta terra, somos simplesmente peregrinos seguindo o Caminho para a Casa do Pai. Saiba também que... O Evangelho da Simplicidade é muito mais do que uma resposta à crise vivida pelos cristãos dos dias atuais, diante do consumismo, bens, riquezas, busca do sucesso, fama e prazer (1 Tm 6:8); ela é uma disciplina cristã essencial que se deve praticar para a nossa saúde espiritual; uma disciplina que requer a ação interior da graça de Deus (viver no Espírito) até que seja extravasada e percebida externamente em nossos atos e comportamentos (andar no Espírito – Gl 5:25); O Evangelho da Simplicidade não é um fim em si mesma, e por isso, não pode operar isoladamente de outros aspectos da devoção cristã. A igreja deve pregar o Evangelho completo e não se deter somente em uma ou duas doutrinas, enfatizando-as sobremaneira ao ponto de transparecer que os demais temas do Evangelho são desnecessários ou de segunda categoria (2 Tm 3;16). A simplicidade deve estar em todos os aspectos da vida cristã, e como “Evangelho” precisa ser analisado de forma coletiva, à luz de outras práticas e virtudes cristãs, como a oração, comunhão, obediência, etc.
Logo a verdadeira experiência espiritual com o evangelho de Jesus (o evangelho da simplicidade) requer um coração aquecido e não sentidos aguçados. Precisamos elevar nossos afetos por Cristo, seu reino, sua Palavra e seu povo, e não os níveis de sofisticação e exigências institucionais. O vaso deve ser de barro, sempre. O tesouro que ele guarda, o evangelho simples de Jesus Cristo, é que tem grande valor. A sofisticação produz queixas, impaciência, falta de caridade e egoísmo. A simplicidade sempre nos conduz a compaixão, sinceridade, devoção e auto-doação. Pense nisso, viva com simplicidade, viva melhor.
 E que Deus tenha misericórdia de nós, de todos nós.